
24.9.07
A 4 de Outubro, no Fundão
Começa já no próximo sábado a edição 2007 do IMAGO, o festival internacional de cinema do Fundão, onde este ano se destaca - e muito - a assinalável presença de Jonas Mekas.«Brava Dança» será exibido na noite de dia 4, tal como consta do programa.
E nós lá estaremos também: desta vez é o JOPP que vai integrar um dos júris.
Retratos poveiros
A programação, já se sabe, era extensa, e não houve tempo para ver tudo. Mas do que se viu sobraram razões para alegria nas várias histórias de liberdade e resistência que continuam em curso no país - ou seja, apesar do país - e agora perfiladas em filmes. Destaques (pessoais, pelo menos) para «Filhos do Tédio», de Rodrigo Fernandes e Rita Alcaire e para a «Enciclopédia do Hip-Hop, vol. 1», de Uncle C (que tem já em curso o vol.2). Foi um prazer conhecê-los, bem como ao Miguel Braga, ao Ricardo Viana, e a outros amigos. E, claro, foi um prazer redobrado rever Álvaro Costa, um dos suspeitos do costume.
Acabadinhas de descarregar da memória do telemóvel, eis seguidamente as imagens que fixaram algumas das ocasiões. A saber: 1) Álvaro Costa fazendo as honras da casa em pleno palco do Casino da Póvoa, na noite de abertura; 2) José Francisco Pinheiro vigiando de perto o implacável João Pedro Gomes; 3) o mesmo José Francisco Pinheiro na dupla função de presidente do júri e preparador da sua própria retrospectiva, tarefas que lhe ocuparam boa parte dos dias, para não falarmos das noites; 4) e 5) a praia da Póvoa, junto à qual decorria tudo o que interessava; 6) ainda o mesmo José na apresentação da sua retrospectiva, com o MC Álvaro Costa, no célebre Diana Bar onde José Régio tinha (e tem) lugar de honra; 7) Marco Santos e Hilário Amorim no final da função, cansados mas felizes; 8) provavelmente o melhor relógio de praia do país.
1.9.07
Dia 9 de Setembro, na Póvoa de Varzim

«Brava Dança» será exibido na Póvoa de Varzim, pelas 18h30 do próximo domingo, 9 de Setembro, no Diana Bar, antecedendo a entrega de prémios do primeiro Festival Internacional de Video Musical daquela cidade. Causa próxima e substancial para a presença do filme, que é apresentado extra-competição: uma retrospectiva da loooooonga obra de ZEFP em matéria (precisamente) de videos musicais. Bastará dizer que a dita retrospectiva se prolonga por vários dias e se estende a vários espaços da localidade; e que o melhor, portanto, será consultar o programa detalhado. E depois analisá-la demoradamente.
4.8.07
«Brava Dança» na abertura de Paredes de Coura
É já no próximo domingo, 12 de Agosto, que tem início o Festival de Paredes de Coura, e coube a «Brava Dança» a honra (e a responsabilidade) de abrir o ciclo de cinema do festival, no Centro Cultural da vila, às 15 horas.Até ao final do evento, os nossos destaques vão para «Glastonbury», do tio Julien Temple (dia 13, 15h00) e para os dois últimos filmes do ciclo, no dia 15: «American hardcore - The History of American Punk Rock 1980-1986», de Paul Rachman e Steven Blush, e «Beastie Boys - Awesome, I Fucking shot that», de Adam Yauch.
Curiosidade suplementar: todos estes trabalhos foram concluídos em 2006.
3.8.07
Em Barcelona, há muitos dias
É natural. E ainda bem.
Para remediar a situação, eis uma pequena reportagem fotográfica da nossa ida a Barcelona, no princípio de Junho.
A viagem foi curta, e as imagens apenas cobrem parte do percurso diurno: aeroporto da Portela, aeroporto de Barcelona, digressão pelo Museu de Arte Contemporânea - mesmo em frente às faculdades de Filosofia e de Geografia e História da universidade local - passagem pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), e finalmente chegada ao cinema Casablanca Graciá, onde o filme foi exibido, na presença do cônsul português, Bernardo Futscher Pereira (a quem muito agradecemos), do comissário para a mostra cinematográfica, Pedro Teles Ramos (visitem a casa portuguesa que ele tem na capital catalã) e de quase uma trintena de interessados, entre os quais alguns estudantes portugueses; e mais precisamente, açorianos.
Da noite que se seguiu não há imagens. Mas recomendamos as especialidades gastronómicos do Bar Morrison. E gostámos de confraternizar francamente com os simpáticos X-Wife, enquanto descobríamos juntos as vantagens da caipirinha local.
Foi breve, mas muito agradável.





31.5.07
Daqui a dias, em Barcelona...

O evento está incluído na programação de uma semana de cultura portuguesa naquela cidade, intitulada Portugal Convida, por iniciativa do Consulado Geral de Portugal em Barcelona.
31.3.07
7 jovens... e músicos
30.3.07
Arte e Ofício - uns gajos do Norte
29.3.07
Luso-Clubbing (parte I)
1982. AMOR.
O primeiro máxi-single da história da industria discográfica portuguesa. O 1º disco de platina atribuido a um artista português. O primeiro vinil português a ser tocado por dj's em clubes e discotecas. Portugal aprendia a dançar.
(Lisboa) Sonho nº 2
« Levou a droga para a esquadra - Um tipógrafo desempregado que pediu aos guardas da PSP para utilizar as instalações sanitárias da esquadra do largo do Jardim do Regedor, acabou por ser detido. Isto, porque tendo os guardas estranhado que o homem se demorasse tanto tempo, abriram a porta e deram com ele a injectar num braço um líquido que se presume ser droga.»Recorte do Diário de Lisboa 04Jan1977, citado em Paulo da Costa Domingos, Asfalto, Lisboa: & etc., 1977 (Dezembro)
Notas sobre Portugal - 1978

«O "Quinto Império" de Pessoa não exigia já o delírio e a inconsciência e os vãos sacrifícios ao fim dos quais perdemos, como era previsível e até para cegos de nascimento, um império terrestre que só começou a existir a sério para a Nação quando surgiu no horizonte a possibilidade da sua perda. Com essa perda alterou-se em profundidade e definitivamente a imagem corporal que cada português, mesmo os que o não sabiam, transportavam consigo. Aparentemente, sem que isso tenha mobilizado a paixão e a inteligência pátria para reajustar à nova realidade portuguesa, amputada da sua existência secular de nação imperial e colonizadora, uma nova imagem. Depois de tantas décadas de convívio íntimo oficial com uma imagem particularmente irrealista da nossa História e das nossas possibilidades, o despertar dessa existência eufórica acabada em pesadelo tinha de arrastar após si o impulso duradoiro dessa mitologia nefasta. Como era de esperar, não seria uma Revolução caída do céu militar que poderia repor miraculosamente o País em condições de se readaptar, enfim, àquilo que é e que pode. As contas a ajustar com as imagens que a nossa aventura colonizadora suscitou na consciência nacional são largas e de trama complexa demais. A urgência política só na aparência suprimiu uma questão que também na aparência o País parece não se ter posto. Mas ela existe. Querendo-o ou não, somos agora outros, embora como é natural continuemos não só a pensar-nos como os mesmos, mas até a fabricar novos mitos para assegurar uma identidade que, se persiste, mudou de forma, estrutura e consistência. Chegou o tempo de existirmos e nos vermos tais como somos. Ao menos uma vez na nossa existência multissecular aproveitemos a dolorosa lição de uma cegueira que se quis inspiração divina e patriótica, para nos compreendermos em termos realistas, inventando uma relação com Portugal na qual nos possamos rever sem ressentimentos fúnebres, nem delírios patológicos. Aceitemo-nos com a carga inteira do nosso passado que de qualquer modo continuará a navegar dentro de nós. Mas não autorizemos ninguém a simplificar e a confiscar para benefício dos privilegiados da fortuna, do poder ou da cultura, uma imagem de Portugal mutilada e mutilante, através da qual nos privemos de um Futuro cuja definição e perfil é obra e aposta da comunidade inteira e não dos seus guias providenciais.»
Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade - Psicanálise mítica do destino português, Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1978 (Junho)
27.3.07
Tantra
Graças ao Videotoupeira, eis um apontamento visual sobre o grupo que combina imagens desses dois momentos: no espectáculo de apresentação do primeiro disco, o cantor mascarado é Manuel Cardoso, e as imagens, embora fugazes, transmitem uma ideia (pálida) da pujança cénica dos Tantra; no segundo momento, em ambiente de sala de ensaios, é Tony Moura quem canta, enquanto Manuel Cardoso, agora sem máscara, se limita tocar guitarra solo.
Em ambos os casos, vê-se e ouve-se a presença do futuro herói baterista, a quem os demais chamavam «Chefe».
26.3.07
A Vaca de Fogo - 1987
O primeiro videoclip dos Madredeus, que durante muitos anos foi também o único, adaptou o ambiente castiço e bucólico do bairro de Alfama à canção «A Vaca de Fogo» - o primeiro êxito do grupo, particularmente nos seus concertos ao vivo. O filme foi realizado por Paulo Miguel Forte e marcou o início de uma outra aventura (mas essa audiovisual), que se chamaria Latina-Europa.
24.3.07
Supersticioso - nas Eleições Presidenciais de 1986
Eis a histórica actuação "terrorista" dos HDM na noite da 2ª volta das eleições presidenciais de 1986: é Supersticioso, em versão agitada e integral, "hosted by" Carlos Fino e numa versão diferente do vídeo musical da mesma canção, anteriormente rodado numa jaula do Jardim Zoológico. O cenário fora inicialmente pensado para Pássaro Vermelho (...um gato é um gato/ um cão é um cão/ Portugal parece uma prisão...), tema que afinal nunca chegaria a ser ilustrado visualmente.
Wikitreta
É verdadeiramente hilariante, o cabeçalho da página da Wikipédia dedicada aos Heróis do Mar! Mas, na prática, é triste constatar que o que foi pensado como ferramenta de trabalho colaborativo e inspirou a recente produção de wikis dos mais diversos géneros, anda a ser aproveitado por alguém para espalhar tretas - que, naturalmente, «carecem de fontes» - e enganar o povinho. E mais alguém, com supostas responsabilidades de supervisão editorial, permite que se publique a coisa assim. Pura negligência, ou pura má fé?
A primeira entrevista dos Heróis na rádio...
Ver também Vozes Razoáveis (17), por Paulo da Costa Domingos
23.3.07
Os Perspectiva (excerto)
Rapazes de Lisboa: vão para o campo trabalhar!
Em 1984, Paulo Pedro Gonçalves e Pedro Aires Magalhães publicaram, através da recém criada Fundação Atlântica, as suas primeiras obras a solo - até hoje, também as únicas. Rapazes de Lisboa, de P.P. Gonçalves, e Ocidente Infernal de P.A. Magalhães nunca foram reeditadas em versão digital e continuam a ser obscuros e cobiçados discos de culto.
Para aguçar ainda um pouco mais o apetite, eis um excerto da «versão urbana» de Rapazes, com animação visual de ZEFP. E aguardem igual tratamento para Ocidente Infernal.







